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Câmara aprova projeto que proíbe uso de nomes de carne e leite em produtos vegetais

Proposta busca evitar confusão para consumidores e estabelece regras claras de rotulagem; texto segue agora para análise do Senado
Por Redação
4 de março de 2026 - 4:05 PM

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta terça feira (3), o Projeto de Lei 10556/2018, que proíbe o uso de nomes tradicionalmente associados a carne e leite para identificar produtos de origem vegetal. A proposta agora será analisada pelo Senado Federal.

O objetivo da medida é evitar que consumidores sejam induzidos a erro sobre a natureza e a composição de alimentos que imitam produtos de origem animal, como carnes vegetais ou bebidas feitas a partir de plantas.

Regras para rotulagem
De acordo com o texto aprovado, termos ligados a produtos de origem animal não poderão ser utilizados para designar alimentos vegetais. A proposta também determina que fabricantes apresentem informações claras, visíveis e em língua portuguesa sobre a composição e a natureza dos produtos.

Além disso, fica proibido o uso de palavras, símbolos, imagens ou representações gráficas que possam gerar dúvidas sobre características como:

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composição
qualidade
quantidade
origem
identidade do alimento
A intenção é reforçar a transparência nas informações ao consumidor.

Exceções previstas
O projeto prevê exceções para nomes já consolidados no uso popular, desde que não haja risco de confusão sobre a origem ou a composição do produto.

A proposta é de autoria da ex deputada e atual senadora Tereza Cristina (PP MS). O texto aprovado pela Câmara é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Rafael Simões (União MG).

Debate internacional
A rotulagem de produtos vegetais que simulam alimentos de origem animal tem sido debatida em vários países.

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Na Alemanha, por exemplo, as regras são mais restritivas quanto ao uso de determinadas expressões. Já em países como França, Itália e Espanha, termos como “queijo vegano” ou “queijo vegetal” são permitidos, desde que o rótulo deixe claro que o produto não é de origem animal.

Se o projeto for aprovado também pelo Senado sem mudanças, seguirá para sanção presidencial.