O Brasil realizou, pela primeira vez, a exportação de DDGS, coproduto do etanol de milho, para a China. As cargas chegaram ao país asiático no início de abril, após embarque de cerca de 62 mil toneladas a partir do Porto de Imbituba (SC), em fevereiro.
A operação foi articulada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), representando um novo passo na diversificação da pauta exportadora brasileira.
Novo nicho no mercado internacional
O DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) é amplamente utilizado na nutrição animal, especialmente na produção de ração. A entrada do produto brasileiro no mercado chinês abre espaço para ampliação das exportações além das commodities tradicionais, como soja e carne bovina.
Além disso, o Brasil também enviou à China o primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves, outro insumo importante para alimentação animal.
Relação estratégica com a China
A China segue como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático respondeu por mais de US$ 55,3 bilhões em compras do setor, o equivalente a 32,7% de toda a receita do agro no mercado externo.
A abertura para novos produtos reforça a estratégia brasileira de agregar valor a subprodutos e ampliar a presença em um mercado de grande escala e demanda crescente.
Impacto regional
Embora o embarque tenha ocorrido em Santa Catarina, o avanço do etanol de milho tem forte ligação com o interior do Brasil, incluindo o estado de São Paulo. Em regiões como Piracicaba, que possuem tradição no setor sucroenergético e industrial, a diversificação do etanol, incluindo o de milho, pode gerar novas oportunidades de negócios, inovação e empregos.
A tendência é que o fortalecimento desse segmento amplie investimentos e consolide o Brasil como fornecedor global não apenas de alimentos, mas também de insumos para a cadeia produtiva animal.





