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PGR pede condenação de militares e cita “disposição homicida” em tentativa de golpe de Estado de 2022

Paulo Gonet afirmou no STF que integrantes do núcleo militar golpista colocaram autoridades “na mira de medidas letais”. Grupo inclui oficiais das Forças Especiais e um policial federal.
Por Redação
11 de novembro de 2025 - 5:51 PM

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta terça-feira (11) a condenação dos dez réus acusados de participação na tentativa de golpe de Estado em 2022. O julgamento, que ocorre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), analisa o chamado núcleo militar da trama golpista, formado em sua maioria por integrantes das Forças Especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”.

Durante a sustentação oral, Gonet destacou a gravidade das ações do grupo e afirmou que os acusados colocaram autoridades públicas sob risco de medidas letais, mencionando o ministro Alexandre de Moraes entre os alvos. Segundo ele, as provas apontam uma “disposição homicida e brutal” para atentar contra o Estado Democrático de Direito.

Nove dos réus são militares da ativa ou da reserva, e um é policial federal. O grupo, de acordo com o Ministério Público Federal, atuou para mobilizar apoio e executar um golpe armado, disseminando desinformação e incentivando ruptura institucional.

A PGR pede a condenação de nove deles pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e grave ameaça ao patrimônio da União. Apenas o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior teve o enquadramento alterado para incitação ao crime, por não ter participado das reuniões operacionais.

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Entre os réus estão o general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, ex-comandante de Operações Terrestres, acusado de aderir ao plano golpista e incentivar o ex-presidente Jair Bolsonaro a assinar um decreto de intervenção. Outro acusado, o policial federal Wladimir Matos Soares, foi apontado como responsável por articular ações armadas com “poder de fogo elevado” para sustentar a tentativa de golpe.

A sessão da Primeira Turma começou com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Em seguida, Gonet apresentou as acusações, e os advogados dos réus iniciaram suas defesas orais.

Após as manifestações, o relator vota, seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente do colegiado. A decisão final será por maioria simples. Em caso de condenação, Moraes apresentará a proposta de dosimetria das penas, que será analisada pelos demais ministros.

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