Entrou em vigor na madrugada desta quarta feira (22) a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros. A medida foi oficializada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e amplia as barreiras comerciais entre os dois países.
Segundo o governo norte americano, a decisão é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que apontou supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.
Governo dos EUA aponta práticas consideradas injustas
De acordo com o USTR, questões relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes, pirataria, etanol e desmatamento ilegal motivaram a aplicação da nova tarifa.
A alíquota começou a ser discutida em junho deste ano e foi confirmada após consultas públicas realizadas pelo governo americano.
A nova cobrança se soma às medidas tarifárias anunciadas anteriormente durante o governo do presidente Donald Trump.
Brasil mantém negociações e evita falar em retaliação
O governo brasileiro informou que continuará buscando uma solução por meio do diálogo com os Estados Unidos e pretende ampliar a abertura de novos mercados para os produtos nacionais.
Nos últimos dias, representantes do governo federal também se reuniram com empresários dos setores mais afetados para discutir alternativas e formas de reduzir os impactos da medida.
O vice presidente Geraldo Alckmin afirmou que o objetivo é preservar as negociações.
“A ideia não é retaliação. Olho por olho pode fazer com que os dois fiquem cegos.”
Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, declarou que o governo considera a decisão norte americana injusta, mas seguirá trabalhando para proteger os setores afetados.
Lei da Reciprocidade segue em análise
Embora o governo brasileiro tenha anunciado anteriormente que poderia utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica, integrantes da equipe econômica afirmam que qualquer medida será tomada com cautela.
Segundo o Ministério da Fazenda, a prioridade é evitar novos impactos sobre a economia brasileira e impedir o aumento de preços para consumidores e empresas.
Possíveis impactos para o Brasil
A nova tarifa pode afetar exportações brasileiras destinadas ao mercado americano, especialmente setores ligados à indústria e ao agronegócio.
Especialistas avaliam que a diversificação de mercados e a continuidade das negociações diplomáticas serão fundamentais para minimizar os efeitos da medida nos próximos meses.




