O governo federal aprovou uma nova cota de importação para veículos elétricos com isenção do imposto de importação. A decisão foi tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e prevê um limite de US$ 463 milhões em importações até dezembro de 2026.
A medida vale apenas para veículos importados parcialmente desmontados (SKD) ou completamente desmontados (CKD), que passam por montagem no Brasil. Os automóveis totalmente montados e prontos para circulação não estão incluídos na nova regra.
A decisão gerou reações diferentes dentro do setor automotivo. Montadoras instaladas no país, representadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), criticaram a medida e defendem a manutenção do cronograma de retomada das tarifas de importação.
Segundo representantes do setor, a redução tributária pode favorecer empresas que importam veículos para montagem local, enquanto fabricantes que já possuem produção consolidada no Brasil argumentam que o incentivo pode impactar a competitividade da indústria nacional.
A nova cota tem o mesmo valor da política adotada anteriormente pelo governo, encerrada em dezembro de 2025. De acordo com informações divulgadas por veículos especializados em economia, a iniciativa também atende à estratégia de expansão de fabricantes chinesas no mercado brasileiro.
Debate entre indústria e governo
Entidades ligadas ao setor automotivo e sindicatos de trabalhadores manifestaram preocupação com os possíveis impactos da medida sobre a produção nacional e a geração de empregos.
As organizações defendem que as empresas ampliem os investimentos em fábricas brasileiras, com maior transferência de tecnologia e aumento do conteúdo nacional dos veículos produzidos.
Por outro lado, defensores da medida argumentam que a ampliação da oferta de veículos eletrificados pode estimular a concorrência, acelerar a transição energética e ampliar o acesso dos consumidores a tecnologias mais modernas.
O cronograma de retomada gradual do imposto de importação para veículos eletrificados permanece mantido pelo governo e deve alcançar alíquotas mais elevadas a partir de 2027.




