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Brasil deve fechar US$ 3,3 bilhões em negócios durante feira de alimentos na China

Participação recorde na SIAL 2026 reforça estratégia brasileira de ampliar exportações agropecuárias e abrir novos mercados para produtos de maior valor agregado.
Por Redação
18 de maio de 2026 - 2:44 PM

O Brasil deve movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e prospectados durante a SIAL 2026, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas da Ásia, realizada em Xangai, na China. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta segunda feira (18).

A missão oficial brasileira reúne representantes do governo federal, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), cooperativas e entidades do agronegócio. Ao todo, 82 empresas brasileiras participam da feira em cinco pavilhões organizados pela ApexBrasil e parceiros.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a participação brasileira busca fortalecer relações comerciais e ampliar oportunidades de exportação no mercado asiático. A China segue como principal destino dos produtos do agro brasileiro, especialmente proteínas, café, frutas, bebidas, mel e castanhas.

O embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, destacou que o país também registrou aumento na presença empresarial brasileira no evento e afirmou que, em 2025, o Brasil foi o principal destino de investimentos diretos chineses no mundo.

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Agricultura familiar também ganha espaço
Além das grandes empresas exportadoras, a feira conta com um pavilhão do programa Cooperar para Exportar, voltado à agricultura familiar. O espaço reúne 10 cooperativas brasileiras que apresentam produtos como açaí, cafés especiais, vinhos, mel, castanhas e polpas de frutas.

A iniciativa busca ampliar a inserção de pequenos produtores brasileiros no mercado internacional, especialmente no setor de alimentos e bebidas.

Impacto para o agro paulista
A ampliação das exportações brasileiras pode beneficiar diretamente regiões produtoras do interior paulista, como Piracicaba, tradicional polo do agronegócio, da produção sucroenergética e da inovação agrícola. O fortalecimento das relações comerciais com a China também pode abrir novas oportunidades para empresas ligadas à cadeia de alimentos processados, biotecnologia e logística agrícola.

A SIAL 2026 segue até terça feira (20) e reúne mais de 5 mil expositores de mais de 75 países e regiões. O resultado efetivo da participação brasileira dependerá do avanço das negociações iniciadas durante a feira.

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