A inflação oficial do país desacelerou em abril e fechou o mês em 0,67%, segundo dados divulgados nesta terça feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar da redução no ritmo de alta, os preços dos alimentos e dos produtos de saúde continuam pressionando o índice.
O resultado foi medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal indicador da inflação brasileira.
Índice acumula alta acima da meta
Com o resultado de abril, o IPCA acumula alta de 2,60% no primeiro quadrimestre de 2026 e de 4,39% nos últimos 12 meses, permanecendo acima da meta estabelecida pelo governo federal.
Segundo o IBGE, os grupos alimentação e bebidas, além de saúde e cuidados pessoais, responderam juntos por cerca de 67% do índice registrado no mês.
Alimentos lideram pressão inflacionária
O grupo de alimentos apresentou a maior variação em abril, com alta de 1,34% e impacto de 0,29 ponto percentual na inflação.
Entre os produtos que mais subiram estão:
Cenoura: 26,63%
Leite longa vida: 13,66%
Cebola: 11,76%
Tomate: 6,13%
Carnes: 1,59%
Os alimentos já haviam pressionado o índice também no mês de março.
Remédios e higiene pessoal também subiram
O grupo saúde e cuidados pessoais registrou alta de 1,16%, com impacto de 0,16 ponto percentual no IPCA.
Os produtos farmacêuticos subiram 1,77% após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de abril.
Artigos de higiene pessoal também tiveram aumento, com destaque para os perfumes, que registraram alta de 1,94%.
Gasolina desacelera, mas segue impactando inflação
Mesmo com desaceleração nos preços, a gasolina continuou sendo o item com maior impacto individual no índice.
A alta do combustível caiu de 4,59% em março para 1,86% em abril, em meio às tensões no Oriente Médio e à valorização do petróleo no mercado internacional.
Os demais grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram variações abaixo de 1%.





