O preço do etanol registrou queda e atingiu o menor patamar em dois anos no Brasil, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O recuo ocorre com o início da safra 2026/27 no Centro Sul, que elevou rapidamente a oferta do combustível no mercado.
Clima favorece produção
A redução das chuvas nas principais regiões produtoras permitiu acelerar a moagem da cana de açúcar, antecipando a produção e ampliando a disponibilidade de etanol. Com mais produto disponível, os preços recuaram já no mês de abril.
Vendas crescem, mas com cautela
Apesar da queda nos preços, o volume comercializado aumentou. As usinas paulistas registraram alta de 75,1% nas vendas em relação a março e crescimento de 24,8% na comparação com abril do ano passado.
Mesmo assim, o mercado operou com cautela. As negociações ocorreram em pequenos lotes, enquanto distribuidoras evitaram compras em grande escala ao longo do mês.
Setor vê risco à rentabilidade
O cenário acende um sinal de alerta para o setor sucroenergético. A queda simultânea nos preços do etanol e do açúcar pode comprometer o desempenho financeiro das usinas ao longo da safra.
Especialistas apontam que, se os preços continuarem em queda enquanto os custos seguem elevados, a rentabilidade pode ser afetada antes mesmo do pico de produção.
Impacto pode chegar ao consumidor
Com maior oferta no mercado interno, a tendência é de manutenção de preços mais baixos nas bombas, ao menos no curto prazo. No entanto, o equilíbrio dependerá da evolução da safra e das estratégias adotadas pelas usinas.





