O transporte de cargas tem papel central no agronegócio brasileiro e influencia diretamente os custos de produção e o preço dos alimentos. Responsável por cerca de 65% do escoamento no país, o modal rodoviário depende principalmente do diesel, o que amplia os impactos das variações no combustível.
Produtores relatam que o frete é um dos principais fatores na formação do preço final. “O impacto é grande por causa do volume transportado diariamente. Para o alimento chegar ao prato do brasileiro, há vários processos, como a logística”, afirma o produtor Ismael Nogueira.
Diesel pesa no campo e na distribuição
Além do transporte, o diesel também é essencial na produção agrícola, sendo utilizado em tratores, colheitadeiras e caminhões. O produtor Flávio Antônio do Carmo destaca que o custo do combustível afeta diretamente a atividade. “Dependemos dele para praticamente tudo. Quando o litro chega perto de R$ 6, o custo fica pesado”, relata.
O impacto se estende aos centros de distribuição. Na Ceasa Minas, por exemplo, o combustível é considerado um insumo estratégico para toda a cadeia de hortifrutigranjeiros.
Logística amplia custos
Segundo especialistas do setor, o tamanho territorial do Brasil intensifica os desafios logísticos. Produtos percorrem longas distâncias entre regiões produtoras e centros consumidores, o que eleva o custo do frete e pressiona os preços.
Esse cenário afeta desde a produção até a comercialização, com reflexos diretos no bolso do consumidor. O transporte, portanto, não apenas garante o abastecimento, mas também se torna um dos principais fatores de custo do agronegócio.
Desafio estrutural
A dependência do transporte rodoviário e do diesel evidencia um desafio estrutural para o país. A diversificação da matriz logística e investimentos em infraestrutura são apontados como caminhos para reduzir custos e aumentar a eficiência do setor.





