O Ministério da Agricultura e Pecuária prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o Brasil devido à circulação do vírus da gripe aviária, o H5N1. A medida foi oficializada nesta quinta-feira (26) por meio de portaria federal.
A decisão tem caráter preventivo e permite ao governo manter agilidade na adoção de ações para conter a doença, incluindo mobilização de recursos, monitoramento e articulação entre órgãos públicos.
O alerta ganhou força após o aumento de casos no Rio Grande do Sul, onde 15 aves silvestres foram encontradas mortas neste mês. Os registros ocorreram na região da Lagoa da Mangueira, dentro da Estação Ecológica do Taim, que foi interditada por tempo indeterminado para evitar a disseminação do vírus.
A gripe aviária é altamente contagiosa entre aves e pode atingir mamíferos em casos específicos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com secreções, fezes ou animais contaminados. Autoridades orientam a população a não tocar em aves mortas ou com sinais de doença e acionar os órgãos responsáveis.
Apesar do avanço da doença, o Ministério reforça que não há risco no consumo de carne de frango e ovos, já que a transmissão não ocorre por meio da alimentação.
Desde o primeiro registro no país, em 2023, o Brasil contabiliza 188 focos da doença, sendo a maioria em aves silvestres.
A prorrogação da emergência mantém o país em estado de vigilância, com objetivo de evitar impactos sanitários e econômicos no setor agropecuário.





