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Fim do La Niña marca início do outono e muda padrão climático no Brasil

Transição para neutralidade deve trazer clima mais típico da estação, com redução de chuvas no Centro-Sul e aumento no Sul do país
Por Redação
23 de março de 2026 - 10:51 AM

O início do outono no Brasil é marcado pelo enfraquecimento do fenômeno La Niña e pela transição para um cenário de neutralidade climática nas próximas semanas. A mudança deve alterar o padrão de chuvas e temperaturas no país, segundo análise da Nottus Meteorologia.

Após um período de chuvas intensas em diversas regiões, a nova estação começa com boa umidade no solo, especialmente em áreas produtoras, o que favorece o desenvolvimento das lavouras neste início de ciclo.

Chuvas diminuem no Sudeste e avançam no Sul
A previsão indica que, ao longo de abril, as chuvas devem perder intensidade no Sudeste e no Centro-Oeste, enquanto ganham volume na região Sul.

No Norte e em parte do Nordeste, a tendência ainda é de precipitações elevadas, o que beneficia culturas como a soja tardia, embora possa dificultar operações de colheita em algumas áreas.

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Já no Sul, a mudança será mais significativa, com aumento das chuvas favorecendo o início do plantio de culturas de inverno, como trigo, cevada e aveia. Não há, até o momento, indicativo de frio intenso ou geadas no começo da estação.

Condições favorecem segunda safra
O cenário climático também é considerado positivo para o milho segunda safra, que inicia o ciclo com boa disponibilidade de umidade no solo e menor risco de estresse hídrico, diferentemente da primeira safra, que enfrentou irregularidade nas chuvas.

Neutralidade climática e baixo risco de extremos
Com o fim do La Niña, o país entra em um período de neutralidade climática, caracterizado por condições mais próximas da média histórica para o outono. A expectativa é de menor ocorrência de eventos extremos no curto prazo.

Especialistas apontam que não há sinal, neste momento, de ondas de calor intensas nem de frio severo nas principais regiões produtoras.

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El Niño pode voltar no segundo semestre
Para o período entre junho e agosto, há cerca de 62% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño, que pode se estender até o fim do ano.

Nesse cenário, o padrão climático tende a mudar novamente, com maior irregularidade de chuvas e aumento da frequência de ondas de calor, principalmente no Brasil central. Já na região Sul, a tendência é de episódios mais frequentes de chuva intensa.

A transição entre os fenômenos climáticos reforça a importância do monitoramento constante das condições meteorológicas, especialmente para o planejamento agrícola ao longo do ano.

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