O ritmo acelerado das importações de carne bovina pela China no início de 2026 acendeu um sinal de alerta para o setor exportador brasileiro. Dados compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que, apenas no primeiro bimestre, o Brasil já utilizou 33,64% da cota anual permitida pelo país asiático.
Entre janeiro e fevereiro, foram embarcadas 372,08 mil toneladas de carne bovina brasileira para a China, dentro de uma cota total de 1,1 milhão de toneladas. O volume mantém o Brasil na liderança isolada das exportações para o mercado chinês, à frente de concorrentes como Argentina e Austrália.
No mesmo período, a China importou 627,8 mil toneladas de carne bovina, o equivalente a 23,36% da cota global disponível para 2026.
Ritmo elevado preocupa o setor
Diante desse cenário, a Abiec avalia que o avanço rápido no uso da cota pode gerar dificuldades ao longo do ano. Em nota, a entidade destacou que o ritmo atual “acende um sinal de alerta”, especialmente para o segundo semestre, caso o limite seja atingido antes do previsto.
A preocupação é que o esgotamento antecipado da cota comprometa a previsibilidade das exportações, afetando contratos, preços e a estabilidade do mercado.
Pedido por maior monitoramento
A associação também defende um acompanhamento mais próximo por parte do governo brasileiro. Segundo a Abiec, é necessário adotar mecanismos que permitam monitorar a evolução das exportações e garantir maior equilíbrio ao longo do ano.
Além disso, a entidade ressalta a importância de observar as salvaguardas impostas pela China, que exigem controle contínuo para evitar distorções comerciais.
A continuidade das exportações em ritmo sustentável é vista como essencial para manter o equilíbrio do setor e evitar oscilações no mercado interno.





