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EUA usam bomba antibunker em ataque no Estreito de Ormuz; entenda o armamento

GBU-72 é uma das armas convencionais mais potentes dos Estados Unidos e foi usada contra alvos subterrâneos no Irã
Por Redação
19 de março de 2026 - 8:30 AM

Os Estados Unidos utilizaram a bomba GBU-72, conhecida como “antibunker”, em ataques recentes contra instalações militares iranianas próximas ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o fluxo global de petróleo. A operação teve como alvo estruturas subterrâneas usadas para armazenamento de mísseis.

A ação ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já impacta mercados internacionais, incluindo o preço do petróleo.

O que é a GBU-72
A GBU-72 é uma bomba de penetração profunda, com cerca de 2,3 toneladas, desenvolvida para atingir alvos protegidos por camadas espessas de concreto ou enterrados no subsolo.

Diferente de explosivos convencionais, esse tipo de armamento penetra o solo ou estruturas antes de detonar, concentrando o impacto diretamente no alvo.

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Entre as principais características:

Capacidade de atingir bunkers e instalações fortificadas
Sistema de orientação por GPS, que garante alta precisão
Operação em qualquer condição climática
Uso por aviões de caça e bombardeiros
Por que foi utilizada
Segundo os militares norte americanos, os ataques tiveram como objetivo neutralizar mísseis iranianos posicionados próximos ao Estreito de Ormuz, área por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

A região é considerada estratégica para o comércio global, e qualquer interrupção pode afetar diretamente a economia internacional.

Comparação com outras bombas
A GBU-72 é uma evolução da GBU-28, com maior precisão e capacidade de destruição. Ainda assim, ela é menos potente que a GBU-57, outra bomba antibunker dos EUA, que pesa mais de 13 toneladas e é capaz de atingir alvos ainda mais profundos.

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A GBU-57, inclusive, já foi utilizada em ataques a instalações nucleares iranianas em 2025.

Impactos globais
O uso desse tipo de armamento reforça a escalada militar na região e aumenta as incertezas geopolíticas. Um dos reflexos já observados é a alta no preço do petróleo, que influencia diretamente combustíveis e inflação em diversos países, incluindo o Brasil.

O cenário internacional segue sendo monitorado por autoridades econômicas, já que conflitos dessa magnitude tendem a influenciar decisões como juros, inflação e investimentos.

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