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Conflito no Oriente Médio derruba ações de companhias aéreas e amplia impacto no turismo global

Mais de 4 mil voos foram cancelados desde sábado; setor perde US$ 22,6 bilhões em valor de mercado em um único dia
Por Redação
2 de março de 2026 - 5:03 PM

As ações do setor de viagens registraram forte queda nesta segunda-feira, 2, após a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã provocar o maior nível de interrupções aéreas desde a pandemia da Covid-19. Segundo dados da Reuters, ao menos 4 mil voos foram cancelados globalmente nos últimos três dias.

O impacto imediato no mercado foi expressivo: 29 companhias aéreas, redes hoteleiras e operadoras de turismo da Europa, Ásia e América do Norte perderam juntas cerca de US$ 22,6 bilhões em valor de mercado apenas nesta segunda-feira.

Hubs fechados e passageiros retidos
Dubai, o aeroporto internacional mais movimentado do mundo em 2024, e Doha permaneceram fechados pelo terceiro dia consecutivo, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos. A Jordânia também anunciou fechamento parcial do espaço aéreo.

A consultoria de aviação Cirium informou que somente nesta segunda-feira foram cancelados 1.560 voos. Desde sábado, o total supera 4 mil cancelamentos.

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Especialistas classificam o cenário como um dos mais desafiadores para a aviação comercial desde a crise sanitária global.

Petróleo pressiona custos
A escalada militar elevou os preços do petróleo em até 13%, atingindo o maior patamar desde janeiro de 2025. O combustível representa uma das principais despesas das companhias aéreas, o que aumenta a pressão sobre margens já afetadas pelos cancelamentos e redirecionamentos de rotas.

Nos Estados Unidos, American Airlines e United Airlines chegaram a cair mais de 6%. Na Europa, a TUI recuou 9,6%, a Lufthansa 5,7% e a IAG, controladora da British Airways, 5,4%. Empresas de cruzeiros e redes hoteleiras também registraram perdas relevantes.

Ásia e Oriente Médio também sentem efeitos
Companhias aéreas asiáticas como ANA Holdings, Air China, China Eastern Airlines e AirAsia X registraram quedas superiores a 4%. A Cathay Pacific cancelou voos para destinos no Oriente Médio, enquanto a Singapore Airlines suspendeu operações para Dubai até 7 de março.

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Empresas indianas também enfrentam dificuldades, especialmente devido à dependência de rotas que cruzam o espaço aéreo do Oriente Médio e à restrição do uso do espaço aéreo do Paquistão.

Reflexos econômicos
Mesmo antes da escalada do conflito, o setor já enfrentava pressão diante da cautela dos consumidores com gastos em viagens. A nova crise amplia as incertezas, eleva custos operacionais e compromete o fluxo internacional de passageiros.

Para analistas, o cenário deve manter elevada a volatilidade nas ações do setor nas próximas semanas, enquanto o mercado acompanha a evolução do conflito e possíveis reaberturas graduais de rotas estratégicas.

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