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Censo Escolar aponta que 42% dos municípios dependem exclusivamente da rede pública

Mais de 2,3 mil cidades brasileiras não têm escolas particulares e concentram toda a oferta de educação básica no poder público
Por Redação
27 de fevereiro de 2026 - 12:01 PM

O Censo Escolar 2025 revela que 2.343 municípios brasileiros, o equivalente a 42% do total, não possuem nenhuma escola particular. Nessas cidades, toda a oferta de educação básica está concentrada na rede pública.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação nesta quinta feira, 26 de fevereiro, e evidenciam a relevância do ensino público, especialmente em municípios de pequeno porte.

Municípios pequenos concentram dependência
Entre as cidades que dependem exclusivamente da rede pública:

48% têm entre 1.001 e 5.000 habitantes
31% possuem entre 5.001 e 10.000 moradores
Apenas três municípios com mais de 50 mil habitantes aparecem nessa lista, o que reforça que a ausência de escolas privadas é predominante em localidades menores.

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O Distrito Federal não entra no levantamento por não ser dividido em municípios.

Diferenças regionais
No recorte regional, o Norte apresenta o maior percentual proporcional de cidades sem escolas particulares: 253 dos 450 municípios, ou 56%.

Em seguida aparecem:

Centro Oeste: 45%
Sul: 45%
Sudeste: 44%
Nordeste: 34%
Entre os estados, o Acre lidera, com 77,3% dos municípios sem escolas privadas. Também registram percentuais elevados Tocantins (70%), Roraima (67%) e Amazonas (64,5%).

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No Sul, Santa Catarina (61%) e Rio Grande do Sul (58,5%) também apresentam índices expressivos. Estados com grande número de municípios, como Minas Gerais e Goiás, têm 53% das cidades dependentes exclusivamente da rede pública.

Em São Paulo, 39% dos municípios não possuem escolas privadas. O menor índice do país é registrado no Rio de Janeiro, com 4%.

Importância do ensino público
Os dados reforçam o papel central do poder público na garantia do acesso à educação básica, sobretudo em cidades menores e em regiões mais afastadas dos grandes centros.

A concentração da oferta no setor público também impacta diretamente o planejamento de investimentos, distribuição de recursos federais e formulação de políticas educacionais, já que nessas localidades o Estado é o único responsável pela estrutura escolar.

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