O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta quarta-feira (11/2) um pacote de R$ 4,64 bilhões destinado à ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais.
A cerimônia está marcada para as 11h, no Palácio do Planalto, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, além de outras autoridades e do diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus. O projeto contará com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O objetivo principal é ampliar a capacidade operacional do sistema aeroportuário, melhorando a infraestrutura e fortalecendo a conexão entre regiões produtivas do interior e os grandes centros urbanos.
Congonhas terá ampliação significativa
O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, concentra a maior parte dos investimentos, estimados em R$ 2,5 bilhões. O terminal, que já está em obras, deverá ampliar sua capacidade de atendimento de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros por ano.
As intervenções incluem ampliação das áreas de embarque e desembarque, melhorias em acessibilidade, modernização da infraestrutura e reorganização da mobilidade urbana no entorno. Entre as mudanças previstas estão a transformação do edifício-garagem em área de desembarque para aplicativos, operação de táxis no subsolo e integração com estação de metrô próxima.
Congonhas movimenta cerca de 80 mil passageiros por dia e é um dos aeroportos mais movimentados do país. A previsão é que as obras no terminal sejam concluídas até julho de 2028.
Investimentos no interior
Além de Congonhas, o pacote contempla os aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá, no Mato Grosso do Sul; Santarém, Marabá, Carajás e Altamira, no Pará; e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais.
A conclusão das melhorias nesses terminais está prevista para julho deste ano. Segundo o governo federal, o projeto deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.
Todos os aeroportos incluídos no pacote são administrados pela concessionária espanhola Aena.
Contexto político
O anúncio ocorre em meio à movimentação política do ministro Silvio Costa Filho, que deve deixar o comando da pasta para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. A saída está prevista para abril, dentro do prazo legal de desincompatibilização.
Nos bastidores, o nome mais cotado para substituí-lo é o atual secretário-executivo do ministério, Tomé Barros Monteiro de Franca.
Chama atenção o fato de que a maior parte dos investimentos será direcionada a estados governados por opositores do presidente Lula, como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O Pará, governado por Helder Barbalho, aliado do governo federal, também integra o pacote.
Com o novo plano, o governo aposta na modernização da infraestrutura aeroportuária como estratégia para impulsionar o desenvolvimento regional, melhorar a logística e atender ao crescimento da demanda por transporte aéreo no país.





