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Motta afirma que Câmara vai aumentar verba de gabinete após sanção de reajuste a servidores

Presidente da Casa diz que medida é necessária para cobrir custos com pessoal; elevação deve ser de cerca de R$ 30 mil por gabinete
Por Redação
5 de fevereiro de 2026 - 3:04 PM

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos PB), afirmou nesta quinta feira (5) que espera a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao reajuste salarial dos servidores da Câmara aprovado pelo Congresso. Após a sanção, segundo Motta, a Mesa Diretora deverá publicar um ato que aumenta a verba de gabinete dos deputados.

De acordo com o parlamentar, o ato já está pronto para publicação. Líderes partidários ouvidos apontam que a elevação da verba será de cerca de R$ 30 mil mensais por gabinete.

Atualmente, cada deputado dispõe de R$ 133,2 mil por mês para custear despesas do gabinete, como salários de assessores, passagens e serviços. Com o reajuste, o valor deve subir para aproximadamente R$ 165 mil mensais.

Segundo Hugo Motta, o aumento é necessário para fazer frente aos reajustes concedidos aos servidores da Câmara, aprovados nesta semana pelo Congresso Nacional. O cálculo da correção levou em conta a última atualização da verba de gabinete, ocorrida em 2023, além da inflação acumulada e ajustes anuais desde então.

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Reajuste de servidores
Na última terça feira, o Congresso aprovou projetos que reajustam os salários de servidores da Câmara e do Senado, agora aguardando sanção presidencial. Os textos preveem aumentos anuais entre 2026 e 2029.

As propostas também criam uma licença por dias trabalhados, voltada a servidores que ocupam cargos efetivos com funções comissionadas de nível FC 4 ou superior. O benefício busca compensar o acúmulo de atividades e o exercício de funções consideradas relevantes.

Pelas regras aprovadas, os servidores poderão ter até um dia de folga a cada três dias trabalhados, com limite de dez dias por mês. A licença poderá ser indenizada em dinheiro, sem que os valores entrem no teto constitucional do funcionalismo público.

O impacto financeiro dos reajustes aprovados é estimado em R$ 790 milhões, valor superior à receita anual da maioria dos municípios brasileiros, segundo dados do Tesouro Nacional.

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