O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, foi acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos durante uma viagem de férias a Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no mês de janeiro. A denúncia foi registrada em boletim de ocorrência em uma delegacia de São Paulo e está sendo apurada pelo Conselho Nacional de Justiça.
Segundo o relato, o episódio teria ocorrido quando a jovem, filha de um casal de amigos do magistrado, se dirigia ao mar para tomar banho. De acordo com a denúncia, o ministro teria tentado agarrá la em três ocasiões.
Em nota, Marco Buzzi negou as acusações. O ministro afirmou ter sido surpreendido pelo teor das declarações e declarou que as insinuações não correspondem aos fatos. No comunicado, ele repudiou qualquer alegação de conduta imprópria.
Na manhã desta quarta feira (4), familiares da jovem prestaram depoimento ao Conselho Nacional de Justiça. O órgão instaurou procedimento para apurar o caso, que tramita sob sigilo, conforme determina a legislação brasileira.
Em nota oficial, o CNJ informou que a apuração está sob responsabilidade da Corregedoria Nacional de Justiça e que o sigilo tem como objetivo preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar exposição indevida e possível revitimização. A corregedoria é comandada pelo ministro Mauro Campbell, que também integra o STJ.
Até a conclusão da apuração, não há decisão administrativa ou judicial sobre o caso. O procedimento seguirá os trâmites legais previstos para denúncias envolvendo membros do Judiciário.





