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Brasil avalia com Vaticano proposta de Trump para Conselho de Paz em Gaza

Tema deve entrar na pauta de encontros diplomáticos durante celebração dos 200 anos de relações entre Brasil e Santa Sé
Por Redação
22 de janeiro de 2026 - 3:25 PM

O governo brasileiro deve tratar de forma reservada com representantes do Vaticano a proposta de criação de um Conselho de Paz para Gaza, iniciativa lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O assunto deve ser discutido durante agendas diplomáticas que ocorrem nesta quinta-feira (22), no contexto das comemorações pelos 200 anos de relações entre o Brasil e a Santa Sé.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tem encontro previsto com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e principal autoridade diplomática da Santa Sé. Parolin confirmou a jornalistas que o papa Leão XIV está entre os líderes mundiais convidados a integrar o Conselho de Paz proposto por Trump.

A conversa com o Vaticano integra uma estratégia já iniciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Itamaraty, que vêm dialogando com países convidados a participar do grupo. A avaliação interna é de que uma resposta articulada, em conjunto com outras nações, pode reduzir riscos diplomáticos e evitar uma posição isolada do Brasil.

De acordo com fontes do governo, um diálogo mais direto com representantes dos Estados Unidos deve ocorrer a partir da próxima semana. A diplomacia brasileira pretende obter esclarecimentos sobre os objetivos do Conselho, critérios de participação, forma de atuação dos países membros e regras para tomada de decisões.

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Até o momento, cerca de 35 países aceitaram integrar o Conselho de Paz, de um total aproximado de 50 convites enviados pela Casa Branca. Auxiliares do Palácio do Planalto, no entanto, minimizam a adesão e apontam que potências do G7, como França, Reino Unido, Alemanha e Japão, ainda não confirmaram participação.

O Itamaraty avalia que a iniciativa pode gerar sobreposição com o papel tradicional da Organização das Nações Unidas (ONU) na mediação de conflitos internacionais. A preocupação aumentou após declarações de Trump, em Davos, quando afirmou que o Conselho poderia atuar em conjunto com a ONU, após ter sugerido anteriormente que o novo grupo poderia até substituir o organismo internacional.