Menu Modal Responsivo - Jornal VIA

Volta às aulas pressionou orçamento das famílias e acendeu alerta para listas abusivas de material escolar

Especialistas apontaram estratégias para economizar e reforçaram que escolas não podem exigir itens coletivos nem impor marcas ou fornecedores
Por Redação
16 de janeiro de 2026 - 1:41 PM

O início do ano de 2026 trouxe, mais uma vez, impacto significativo ao orçamento das famílias com despesas relacionadas à educação, especialmente na compra de material escolar. Levantamentos recentes indicaram que a grande maioria dos consumidores percebeu aumento nos gastos durante o período de volta às aulas, o que exigiu reorganização financeira e cortes em outras áreas do orçamento doméstico.

Além dos preços elevados, pais e responsáveis enfrentaram outro problema recorrente: listas de material escolar consideradas abusivas. Muitas instituições de ensino incluíram itens que não são de uso individual dos alunos, como produtos de limpeza, materiais administrativos ou quantidades excessivas sem justificativa pedagógica, prática vedada pela legislação brasileira.

A Lei nº 12.886/2013 proíbe expressamente que escolas repassem aos responsáveis custos operacionais por meio da lista de materiais. Também não é permitida a exigência de marcas específicas, modelos determinados ou a obrigatoriedade de compra em estabelecimentos indicados pela própria escola, salvo em situações excepcionais e devidamente justificadas do ponto de vista pedagógico.

Diante desse cenário, especialistas em economia recomendaram estratégias para reduzir os gastos, como a reutilização de materiais do ano anterior, a compra de livros usados, a formação de grupos de pais para compras coletivas e a pesquisa de preços em papelarias físicas e plataformas digitais. Outra orientação foi evitar levar as crianças às compras, reduzindo a chance de aquisições fora da lista.

📲 Ouça nosso podcast no Spotify

Do ponto de vista do planejamento financeiro, a recomendação foi que famílias passem a provisionar esse tipo de despesa ao longo do ano, diluindo o impacto no início do período letivo. A criação de uma reserva mensal específica para material escolar foi apontada como uma alternativa eficaz para evitar endividamento.

Quando identificadas irregularidades, os responsáveis puderam solicitar formalmente à escola a justificativa pedagógica dos itens exigidos e requerer a retirada daqueles considerados indevidos. Em caso de negativa, a orientação foi reunir provas e acionar órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, além de avaliar medidas administrativas ou judiciais.

Com a proximidade do início das aulas, o tema voltou a ganhar atenção de órgãos de fiscalização e especialistas, reforçando a importância da informação para que pais e responsáveis consigam economizar e garantir o cumprimento dos direitos do consumidor no ambiente educacional.

📲 Ouça nosso podcast no Spotify