Menu Modal Responsivo - Jornal VIA

Moraes rejeita pedido para que STF reveja condenação de Bolsonaro

Ministro considera recurso juridicamente incabível, já que ação penal transitou em julgado
Por Redação
14 de janeiro de 2026 - 12:04 PM

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (13) o seguimento de um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscava levar ao plenário da Corte a revisão da condenação por tentativa de golpe de Estado.

Na decisão, Moraes afirmou que o pedido é “absolutamente incabível” do ponto de vista jurídico, uma vez que a ação penal já transitou em julgado, ou seja, não há mais possibilidade de apresentação de novos recursos.

O pedido havia sido protocolado na segunda-feira (12) pela defesa do ex-presidente, que solicitava a anulação da ação penal já encerrada. A iniciativa representa mais uma tentativa de submeter o caso à análise do plenário do STF.

Em dezembro do ano passado, o ministro já havia rejeitado recurso semelhante, destacando que o instrumento jurídico utilizado não se aplicava ao processo em questão.

📲 Não deixe de assistir nossos Podcasts no Youtube

A condenação de Jair Bolsonaro, que resultou em pena de 27 anos e três meses de prisão, transitou em julgado em 25 de novembro. Com isso, foram esgotadas todas as possibilidades de recurso, e o ex-presidente passou a cumprir a pena a partir dessa data.

No novo pedido, a defesa voltou a se basear no voto vencido do ministro Luiz Fux, que, à época do julgamento, havia se manifestado pela absolvição de Bolsonaro. Fux deixou posteriormente a Primeira Turma do STF.

Os advogados solicitavam a declaração de nulidade da ação penal e, no mérito, a absolvição do ex-presidente dos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Com a decisão de Moraes, o recurso foi considerado prejudicado e não será analisado pelo plenário da Corte.

📲 Não deixe de assistir nossos Podcasts no Youtube