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Estudante jamaicano cria maçaneta que se desinfeta sozinha e ajuda a prevenir infecções em hospitais

Por Redação
8 de janeiro de 2026 - 3:22 PM

Um estudante universitário da Jamaica desenvolveu uma maçaneta autodesinfetante com o objetivo de reduzir a transmissão de germes em hospitais e espaços públicos. A criação, batizada de Xermosol, utiliza luz ultravioleta para eliminar microrganismos de forma automática sempre que a superfície é tocada.

Segundo o inventor, o sistema é capaz de eliminar até 99,9% dos patógenos e foi projetado para ser seguro tanto para pessoas quanto para animais. A ideia surgiu a partir da observação da rotina hospitalar e da preocupação com a higiene de superfícies de alto contato.

Além da eficiência, o projeto se destaca por apostar em tecnologia simples, custo acessível e adaptação à realidade climática do Caribe, onde o calor e a umidade favorecem a proliferação de bactérias.

Ideia nasceu da vivência em hospital
O responsável pela invenção é Rayvon Stewart, estudante jamaicano que teve contato direto com o ambiente hospitalar ao atuar como voluntário. Durante esse período, ele percebeu como maçanetas e outras superfícies tocadas constantemente podem se tornar focos de transmissão de doenças.

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Antes disso, Rayvon já demonstrava interesse por inovação. Na universidade, chegou a desenvolver um software voltado à experimentação virtual de roupas. No entanto, a experiência no hospital fez com que ele direcionasse seu talento para soluções voltadas à saúde pública.

Tecnologia simples e eficaz
A Xermosol tem formato circular e design moderno, lembrando personagens de videogame. Os componentes eletrônicos ficam protegidos sob uma cobertura, enquanto a área de contato com a mão recebe a aplicação direta da luz ultravioleta.

Um sensor detecta automaticamente o uso da maçaneta e aciona o processo de desinfecção. Em aproximadamente 30 segundos, a superfície passa pela limpeza completa, sem necessidade de produtos químicos ou intervenção humana.

Solução pensada para o Caribe
Especialistas apontam que o clima quente e úmido da região favorece a multiplicação de microrganismos, o que torna a invenção especialmente relevante para hospitais e prédios públicos caribenhos.

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A microbiologista Camille-Ann Thoms-Rodriguez, da Universidade das Índias Ocidentais, elogiou a criação e destacou o orgulho da comunidade científica local. Para ela, o projeto mostra que inovação de impacto também nasce fora dos grandes centros tecnológicos globais.

Reconhecimento e novos passos
O trabalho de Rayvon Stewart já rendeu importantes reconhecimentos. Ele venceu o Prêmio Nacional da Juventude, concedido pelo primeiro-ministro da Jamaica, e também foi premiado no Commonwealth Health Innovations Awards, voltado a soluções inovadoras na área da saúde.

Agora, o estudante trabalha para registrar a patente da Xermosol de acordo com as normas internacionais de propriedade intelectual.

Trajetória inspiradora
Rayvon cresceu na zona rural de Mount Prospect, em uma família de origem humilde. Ele e um primo foram os primeiros a ingressar na universidade. Segundo o estudante, apesar das dificuldades, o apoio familiar sempre foi fundamental para seguir em frente.

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Hoje, sua invenção é vista como um símbolo do avanço da ciência e da engenharia no Caribe e como prova de que boas ideias podem surgir em qualquer lugar do mundo.