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Matemático sul-coreano soluciona desafio lógico que intrigava o mundo acadêmico há quase seis décadas

Por Redação
8 de janeiro de 2026 - 11:00 AM

Um problema matemático considerado um dos mais intrigantes do século 20 finalmente teve sua solução confirmada após quase 60 anos de tentativas frustradas. O responsável pelo feito é o matemático sul-coreano Baek Jin-eon, pesquisador do Korea Institute for Advanced Study, que conseguiu demonstrar, de forma definitiva, o limite máximo de um desafio que há décadas mobilizava especialistas ao redor do mundo.

Conhecido popularmente como o “problema do sofá em movimento”, o enigma foi proposto em 1966 pelo matemático Leo Moser. A questão parece simples: qual é o maior objeto rígido possível que consegue atravessar um corredor em formato de “L”, mantendo uma largura fixa, sem ficar preso nas curvas? Apesar da clareza da pergunta, provar matematicamente a resposta sempre foi o grande obstáculo.

Ao longo das décadas, diversas soluções aproximadas foram apresentadas. Em 1968, o britânico John Hammersley propôs um formato com área superior a dois metros quadrados. Mais tarde, em 1992, o matemático americano Joseph Gerver apresentou uma forma ainda maior, que passou a ser considerada a principal candidata à resposta correta, embora sem comprovação definitiva.

Foi essa lacuna que Baek Jin-eon decidiu enfrentar. Durante sete anos de pesquisa, ele desenvolveu uma abordagem baseada principalmente em argumentos teóricos e raciocínio lógico, em vez de depender de simulações computacionais. O resultado foi um artigo científico com 119 páginas, divulgado no fim de 2024, no qual o pesquisador demonstra que a forma proposta por Gerver representa, de fato, o maior limite possível.

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O estudo está em processo de avaliação pela Annals of Mathematics, uma das revistas científicas mais respeitadas da área. Em 2025, o trabalho já havia sido reconhecido internacionalmente ao figurar entre os dez maiores avanços matemáticos do ano, segundo a revista Scientific American.

Baek concluiu seu doutorado na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e já atuou em importantes centros de pesquisa na Coreia do Sul. Segundo ele, a resolução do problema exigiu abandonar inúmeras ideias ao longo do caminho até encontrar a estrutura lógica adequada para a prova.

Especialistas destacam que, além de encerrar um debate histórico, a pesquisa abre novas possibilidades para o desenvolvimento de ferramentas matemáticas aplicáveis a problemas de otimização e geometria. Para o pesquisador, o avanço representa apenas o começo: “É como plantar uma semente que pode ajudar outros a irem ainda mais longe”, afirmou em entrevistas recentes.

Com informações do portal Só Notícia Boa.

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