O filme brasileiro “O Agente Secreto” foi considerado inelegível para concorrer ao Writers Guild of America Award (WGA Award), premiação promovida pelo Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos e vista como um dos principais termômetros para o Oscar.
A restrição não está relacionada à qualidade da obra, mas às normas do próprio WGA. De acordo com o regulamento, apenas roteiros produzidos sob acordos de negociação coletiva do sindicato norte americano ou de entidades parceiras podem disputar o prêmio. O Brasil não integra essa lista.
Pelo mesmo motivo, produções de outros países que vêm se destacando na temporada de premiações, como “Foi Apenas um Acidente” (Irã), “Valor Sentimental” (Noruega) e “Sirât” (Espanha), também ficaram de fora da disputa.
Regras do WGA
Segundo o sindicato, os roteiros elegíveis precisam estar vinculados a acordos coletivos firmados com entidades como os sindicatos de roteiristas dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, África do Sul, Nova Zelândia, França, Alemanha, Israel, Coreia do Sul, Índia, entre outros. Países fora desse grupo não atendem aos critérios exigidos.
Expectativa para o Oscar
Apesar da exclusão do WGA Award, “O Agente Secreto” segue bem posicionado na corrida pelo Oscar. O longa é cotado para disputar as categorias de Melhor Roteiro Original, Melhor Filme, Melhor Ator, com Wagner Moura, e Melhor Filme Internacional.
As indicações oficiais da Academia serão anunciadas no dia 22 de janeiro, e a cerimônia do Oscar está marcada para 15 de março.
Enredo e elenco
Ambientado no Recife de 1977, o filme é um thriller político que acompanha Marcelo, um professor que tenta fugir de um passado obscuro ao retornar à cidade natal em busca de tranquilidade. No entanto, ele rapidamente percebe que o Recife está longe de ser o refúgio que imaginava.
A produção conta com Wagner Moura, Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Isabél Zuaa e Alice Carvalho, entre outros nomes de destaque do cinema nacional.





