Os preços do petróleo registraram queda superior a 1% nesta segunda-feira (5, horário local), após informações divulgadas no fim de semana sobre uma operação das forças de segurança dos Estados Unidos na Venezuela, que teria resultado na captura do presidente Nicolás Maduro. As informações sobre a operação seguem em apuração por fontes oficiais.
Nas primeiras negociações do mercado asiático, o barril do Brent recuou 0,63%, sendo negociado a US$ 60,37, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caiu 0,70%, cotado a US$ 56,92 por barril.
Analistas avaliam que o movimento reflete a reação dos investidores à instabilidade geopolítica envolvendo a Venezuela, país que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, além da possibilidade de mudanças no controle e na gestão da produção venezuelana.
Declarações do governo americano
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país pretende conduzir a Venezuela durante um período de transição e que o governo americano incentivaria empresas dos Estados Unidos a explorar o petróleo venezuelano.
As declarações aumentaram a percepção de incerteza no mercado internacional de energia, especialmente em relação a sanções, contratos de exploração e eventuais alterações na oferta global de petróleo.
Reação do mercado
Especialistas apontam que quedas nos preços do petróleo costumam ocorrer em cenários nos quais investidores avaliam riscos políticos combinados com possíveis mudanças estratégicas na produção e na exportação de grandes produtores.
Apesar da retração registrada nesta segunda-feira, operadores seguem atentos a novos desdobramentos diplomáticos e a eventuais confirmações oficiais sobre a situação política e institucional da Venezuela, fatores que podem influenciar diretamente a volatilidade dos preços nos próximos dias.





