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Maduro e Cilia Flores podem comparecer a tribunal em Nova York nesta segunda-feira

Presidente da Venezuela e a primeira-dama são alvo de acusações nos EUA; autoridades americanas indicam possível apresentação à Justiça
Por Redação
5 de janeiro de 2026 - 9:16 AM

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, a deputada Cilia Flores, podem comparecer nesta segunda-feira (5) a um tribunal federal em Nova York, segundo informações atribuídas a fontes judiciais ouvidas pela Agência EFE no domingo (4).

De acordo com essas informações, ambos seriam apresentados ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York, em Manhattan, onde uma audiência inicial poderia ocorrer às 12h no horário local, 14h em Brasília, sob condução do juiz federal Alvin K. Hellerstein. Até o momento, não há confirmação oficial pública do tribunal sobre a realização da audiência.

Situação de custódia segue em apuração

Ainda segundo as informações divulgadas pela imprensa internacional, Maduro e Flores estariam detidos desde a noite de sábado no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, uma unidade federal de segurança máxima que abriga réus envolvidos em casos de alta complexidade criminal. As autoridades americanas, no entanto, não confirmaram oficialmente a custódia.

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Relatos indicam que a possível audiência ocorreria após o governo dos Estados Unidos anunciar, no sábado, a captura do presidente venezuelano em Caracas, em uma operação que teria envolvido ações militares contra alvos na Venezuela. Essas informações não foram detalhadas oficialmente por Washington até a última atualização desta reportagem.

Acusações formuladas pela Justiça dos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, Nicolás Maduro é acusado de quatro crimes federais: conspiração para narcoterrorismo; conspiração para a importação de cocaína; posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos; e conspiração para possuir esses armamentos em apoio a atividades criminosas. As acusações também citam suposta colaboração com organizações classificadas como terroristas pelo governo americano.

As denúncias foram formuladas em 2020 pela Promotoria do Tribunal do Distrito Sul de Nova York e sustentam que o presidente venezuelano teria liderado por anos uma rede criminosa que utilizava o tráfico de drogas como instrumento contra os Estados Unidos.

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Cilia Flores, por sua vez, enfrenta acusações relacionadas a supostas operações de apoio logístico e financeiro à mesma estrutura criminosa, conforme documentos judiciais citados pela imprensa americana.

Procedimentos judiciais e possível prisão preventiva

Em casos semelhantes, os acusados costumam ser apresentados inicialmente a um juiz federal para a leitura formal das acusações, confirmação de identidade e definição de medidas preliminares, como prisão preventiva ou nomeação de advogados.

Segundo reportagens publicadas neste domingo pelo jornal The New York Times e pela emissora CBS, é possível que Maduro e Flores permaneçam em prisão preventiva, sem direito a fiança, caso a custódia seja confirmada.

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Comunicado das autoridades americanas

Neste domingo, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, divulgou, na rede social X, um comunicado conjunto com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o FBI e a DEA.

No texto, as autoridades afirmam que a operação que resultou na captura dos acusados exigiu meses de planejamento e teve como objetivo garantir o transporte seguro para que respondessem às acusações federais. O comunicado ressalta que os procedimentos ocorreram “em estrita conformidade com a lei americana” e que a ação está vinculada a uma investigação criminal em andamento sobre tráfico de drogas e crimes conexos.

A procuradora-geral acrescentou que “todas as opções legais foram exploradas para resolver a situação de forma pacífica” e atribuiu o desfecho à “persistência na conduta criminosa” dos acusados.

Informações seguem em acompanhamento

Relatos apontam ainda que Maduro teria chegado a Nova York na noite de sábado, a bordo de uma aeronave militar, sendo conduzido inicialmente a um prédio federal da DEA e, posteriormente, ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. Essas informações seguem em apuração, aguardando confirmação oficial das autoridades americanas.