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Brasil cai para 7º lugar entre os países mais perigosos do mundo em ranking internacional

Relatório da ONG ACLED aponta que o país perdeu uma posição em relação a 2024 e segue entre os dez com maior nível de conflitos armados e violência contra civis em 2025
Por Redação
17 de dezembro de 2025 - 2:42 PM

O Brasil aparece na 7ª posição entre os países mais perigosos do mundo em 2025, segundo o Índice Global de Conflitos divulgado nesta semana pela organização não governamental ACLED (Armed Conflict Event Location and Data Project). O país caiu uma colocação em relação a 2024, quando ocupava o 6º lugar no ranking.

O levantamento analisa a intensidade e a distribuição de conflitos armados ao redor do mundo com base em quatro indicadores principais: número de mortes relacionadas à violência, risco para civis, abrangência geográfica dos conflitos e quantidade de grupos armados atuantes.

Apesar de não viver uma guerra formal, o Brasil permanece no topo da lista por conta da violência armada ligada ao crime organizado, confrontos entre facções, ações policiais letais e disputas territoriais em áreas urbanas e periféricas, fatores que elevam o risco para a população civil.

América Latina concentra quatro países no top 10
Além do Brasil, outros três países latino-americanos figuram entre os dez mais perigosos do mundo em 2025: México (4º lugar), Equador (6º) e Haiti (8º). Segundo a ACLED, a presença expressiva da região no ranking reflete a combinação de crime organizado, tráfico de drogas, instabilidade institucional e fragilidade na segurança pública.

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O México manteve a mesma posição do ano anterior, impulsionado pela violência ligada a cartéis do narcotráfico. O Equador, por sua vez, registrou uma das maiores altas do ranking, avançando dezenas de posições em apenas um ano, em meio à escalada da violência e ao fortalecimento de grupos criminosos.

Países em guerra lideram o ranking
As primeiras posições do índice continuam ocupadas por países que enfrentam conflitos armados de larga escala. Em 2025, o ranking é liderado pela Palestina, seguida por Mianmar e Síria, regiões marcadas por guerras prolongadas, crises humanitárias e elevado número de vítimas civis.

A ACLED destaca que o ranking não mede apenas guerras convencionais, mas também conflitos internos persistentes, como violência política, ações de milícias, facções criminosas e repressão armada, o que explica a presença de países fora de cenários clássicos de guerra.

Alerta para governos e sociedade
Para a organização, a permanência do Brasil entre os países mais perigosos do mundo acende um alerta para autoridades e sociedade civil. O relatório aponta que reduzir a letalidade, proteger civis e enfrentar o crime organizado de forma estruturada são desafios centrais para alterar esse cenário nos próximos anos.

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O índice completo e a metodologia utilizada estão disponíveis no site oficial da ACLED e servem de referência para governos, pesquisadores e organismos internacionais que monitoram conflitos e violência no mundo.