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Atentado terrorista em praia de Sydney deixa 16 mortos durante celebração judaica

Ataque a tiros ocorreu na praia de Bondi durante o festival de Hanukkah, deixou ao menos 40 feridos e é investigado como ato terrorista pelas autoridades australianas.
Por Redação
15 de dezembro de 2025 - 4:37 PM

Um ataque a tiros ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, deixou 16 mortos no domingo (14), sendo 15 vítimas e um dos suspeitos, além de ao menos 40 feridos, durante as celebrações do festival judaico de Hanukkah. As autoridades australianas classificaram o episódio como ato terrorista, e o caso segue sob investigação.

O atentado aconteceu em uma das áreas mais movimentadas e turísticas da cidade, provocando pânico entre banhistas e participantes do evento religioso. A polícia isolou a região, acionou equipes antiterrorismo e reforçou a segurança em outros pontos de Sydney.

Segundo o comissário de polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, o ataque foi oficialmente tratado como um incidente terrorista. O primeiro-ministro estadual, Chris Minns, afirmou que há indícios de que a comunidade judaica era o alvo principal da ação.

Durante a investigação, a polícia informou ter retirado de um carro estacionado próximo à praia um objeto que se acredita ser um artefato explosivo, além de outros itens suspeitos, que passaram por análise de especialistas. Apesar do ocorrido, o diretor-geral da agência de inteligência australiana, Mike Burgess, afirmou que o nível de ameaça terrorista no país permanece classificado como provável.

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Vítimas e feridos
Entre os mortos estão pessoas com idades entre 10 e 87 anos. A vítima mais jovem, uma menina, chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu. Entre os mortos estão o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, nascido em Londres, e um cidadão israelense.

O número de feridos chegou a 40 pessoas, atendidas em diferentes hospitais de Sydney. Dois policiais ficaram feridos durante a ocorrência. O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Suspeitos
De acordo com a polícia, os suspeitos do ataque são pai e filho. O pai, de 50 anos, possuía licença para porte de armas e morreu após troca de tiros com os agentes. O filho, de 24 anos, foi detido com ferimentos graves, mas encontra-se em condição estável. As autoridades informaram que não há indícios da participação de um terceiro suspeito.

Repercussão internacional
O ataque gerou condenação internacional. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o atentado como um ato de antissemitismo perverso. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o antissemitismo não tem lugar no mundo. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também condenou o episódio, classificando-o como um ataque hediondo.

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Ato de heroísmo
Durante o ataque, Ahmed al Ahmed, vendedor de frutas de 43 anos, conseguiu desarmar um dos atiradores. Ele foi atingido por dois disparos, passou por cirurgia e se recupera no hospital. A ação foi reconhecida por autoridades australianas, que o classificaram como um herói genuíno.

O que ainda falta esclarecer
As investigações seguem para apurar a motivação detalhada dos suspeitos, se havia outros alvos planejados, a natureza exata do artefato explosivo encontrado e se houve falhas de segurança antes do ataque.

Ataques a tiros em massa são considerados raros na Austrália. O episódio mais grave anterior ocorreu em 1996, no massacre de Port Arthur, que levou o país a adotar leis mais rígidas de controle de armas.

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