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Governo estuda incluir canetas emagrecedoras no SUS

Ministério da Saúde acelera negociações com a Anvisa e financia estudos para avaliar viabilidade do tratamento no sistema público
Por Redação
10 de dezembro de 2025 - 2:14 PM

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou em entrevista ao JR Entrevista que o governo federal estuda a possibilidade de incluir as chamadas canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde. Segundo ele, o Ministério e a Anvisa trabalham em conjunto para que empresas com capacidade de produzir o medicamento no Brasil registrem suas versões o mais rápido possível. Paralelamente, estudos estão sendo financiados para avaliar a incorporação do tratamento em protocolos clínicos do SUS.

No momento, a Conitec, comissão responsável por analisar novas tecnologias para o SUS, mantém posição contrária à inclusão desses medicamentos, principalmente devido ao alto custo e ao impacto financeiro estimado para o sistema. A comissão também avalia que o SUS já oferece alternativas para casos graves, como a cirurgia bariátrica, o que reduz a prioridade de incorporação das canetas.

Apesar da resistência técnica, o Ministério da Saúde defende que os medicamentos podem se tornar uma ferramenta importante no enfrentamento da obesidade, considerada doença crônica e crescente no país. A pasta aposta na produção nacional e na entrada de versões genéricas como estratégias para diminuir custos e tornar o tratamento viável para a rede pública.

Especialistas destacam que o uso dessas canetas exige acompanhamento médico contínuo e integração com equipes multidisciplinares, o que demanda estrutura adequada nas unidades de saúde.

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Em Piracicaba, onde a obesidade figura entre os principais fatores de risco acompanhados pela rede municipal, a possível adoção das canetas emagrecedoras pelo SUS abre discussão sobre capacidade de atendimento, financiamento e preparo das equipes. Caso a tecnologia seja aprovada, municípios terão de ajustar protocolos e organizar fluxos para garantir prescrição responsável e acompanhamento dos pacientes.

A decisão final sobre a incorporação depende dos estudos em andamento, da análise econômica e da avaliação da Anvisa. O tema segue em debate e deve voltar à pauta nacional nos próximos meses.