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Venezuela chama de ameaça colonialista anúncio de Trump de fechar seu espaço aéreo

Governo venezuelano reage a declaração do presidente dos EUA em meio à crescente tensão militar no Caribe
Por Redação
30 de novembro de 2025 - 1:52 AM

A Venezuela classificou como ameaça colonialista o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou neste sábado 29 de novembro que irá fechar por completo o espaço aéreo sobre e ao redor do território venezuelano. A declaração ocorre durante o maior deslocamento militar americano no Caribe desde 1989 e amplia a tensão entre Washington e Caracas.

Venezuela reage e acusa os EUA de ilegalidade

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirmou que a declaração representa mais uma agressão extravagante, ilegal e injustificada contra o povo venezuelano.
Apesar do tom duro, especialistas lembram que os EUA não têm autoridade legal para fechar o espaço aéreo de outro país. A medida, no entanto, pode gerar incertezas entre viajantes e companhias aéreas que operam na região.

Trump publicou a ordem em sua rede Truth Social, pedindo que empresas aéreas e pilotos considerem o espaço aéreo venezuelano fechado em sua totalidade.

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Cenário de manobras militares e pressão diplomática

O anúncio acontece no momento em que as Forças Armadas dos EUA realizam, há duas semanas, operações de grande escala no Caribe. O país mobilizou cerca de 15 mil militares e o USS Gerald Ford, maior porta-aviões do mundo.
Washington afirma que o objetivo é combater o tráfico de drogas, enquanto o governo de Nicolás Maduro rejeita a justificativa e considera que os EUA tentam derrubá-lo.

Nos últimos meses, os EUA intensificaram ações navais, com ao menos 21 ataques a embarcações classificadas como suspeitas de transportar drogas. Mais de 80 pessoas morreram nessas operações. Autoridades americanas não apresentaram provas de tráfico, e entidades de direitos humanos apontam possíveis execuções extrajudiciais.

Restrição aérea acelera crise no tráfego internacional

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A tensão se agravou dias após a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitir alerta sobre a intensificação da atividade militar na Venezuela. Com isso, empresas como Iberia, Air Europa, Latam, Avianca, TAP, Plus Ultra e Turkish Airlines suspenderam suas operações.

Em resposta, o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil da Venezuela (INAC) concedeu prazo de 48 horas para retorno dos voos. Como não houve aderência, seis companhias tiveram seus direitos de tráfego revogados.

De acordo com a agência EFE, milhares de passageiros ficaram retidos dentro e fora do país. O volume de voos semanais caiu de 105 para 79, redução de 24,7 por cento.

Rotas ainda ativas incluem conexões com México, Colômbia, Panamá, Peru, Curaçao, Cuba, São Vicente e Granadinas, e Barbados.
A estatal Conviasa mantém voos para China, Rússia e Cuba.

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