O Bitcoin enfrenta uma das piores fases do ano e voltou a operar em forte queda. Nas últimas 24 horas, dois movimentos de grande impacto pressionaram o preço da criptomoeda e ampliaram o recuo observado nas últimas semanas.
Segundo dados de mercado, mineradores venderam 172 milhões de dólares em BTC, marcando o maior volume diário de negociações desse grupo em seis semanas. Além disso, fundos de índice de criptomoedas registraram saídas que somaram 278 milhões de dólares, com gestoras como BlackRock e Fidelity liderando os resgates.
Com esse cenário, o Bitcoin caiu para 86 mil dólares, o nível mais baixo desde abril. No acumulado de um mês, a perda ultrapassa 20 por cento. No período de doze meses, a queda supera 8 por cento.
Por que o Bitcoin está caindo
A pressão negativa ganhou força após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos. Em setembro, a economia americana criou 119 mil vagas, mais que o dobro do esperado pelos analistas.
O resultado reforçou a leitura de que o Federal Reserve pode adiar o início do ciclo de cortes de juros. Com juros altos por mais tempo, investidores tendem a migrar para ativos considerados mais seguros, reduzindo a procura por criptomoedas e aumentando a volatilidade do mercado.
Com a liquidez menor, vendas expressivas — como as dos mineradores — têm impacto ampliado, funcionando como gatilho para quedas aceleradas.
Perdas no mercado cripto
Nas últimas seis semanas, cerca de 1,1 trilhão de dólares em valor de mercado evaporou do setor de criptomoedas. Com a nova rodada de queda, o Bitcoin passou a acumular desempenho negativo no ano. Desde 2010, isso só ocorreu em três anos.
Informações adicionais permanecem em apuração pelas autoridades competentes.





