Os atendimentos por pneumonia aumentaram 20,6% na região do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Piracicaba entre janeiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES). No período, foram 6.880 registros, ante 5.702 em 2024. Em todo o estado, o total ultrapassou 200 mil casos nos oito primeiros meses do ano.
O crescimento acende alerta para municípios da região, que enfrentam maior pressão sobre unidades básicas, UPAs e hospitais, especialmente nos períodos mais secos do inverno piracicabano.
O pneumologista João Carlos de Jesus, do Hospital Vera Cruz, explica que o avanço da pneumonia está ligado principalmente à baixa cobertura vacinal contra gripe e covid, doenças que fragilizam o sistema respiratório e ampliam o risco de infecções bacterianas no pulmão.
“Temos visto uma cobertura vacinal muito baixa e nós atribuímos ao aumento da pneumonia”, afirma o médico.
Segundo ele, dias de baixa umidade do ar, comuns no inverno da região de Piracicaba, também comprometem as defesas naturais das vias aéreas, favorecendo quadros infecciosos.
A pneumonia costuma se apresentar de forma silenciosa e pode ser confundida com outras infecções respiratórias. Entre os principais sintomas estão:
– tosse persistente
-febre alta
-dor no peito
-falta de ar
-cansaço
-respiração difícil
O pneumologista ressalta que equipamentos domésticos como termômetros e oxímetros ajudam a monitorar sinais, mas não substituem a avaliação médica.
“Não se deve subestimar o que você sente. Não pense que possa ser só ansiedade ou estresse. Se persiste tosse, febre ou fraqueza, são sintomas importantes que não devem ser ignorados”, diz o especialista.
O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações, sobretudo entre idosos e crianças, grupos mais vulneráveis.
A auxiliar de limpeza Ana Tereza Alves conta que começou com dores nas costas e tosse, sintomas que pareciam gripais, mas que evoluíram.
“O terceiro médico que passei pediu um Raio X e constatou que eu estava com pneumonia”, relata. Mesmo após um mês do diagnóstico, ela afirma ainda sentir alguns sintomas.
A SES informou que monitora a situação e mantém campanhas de conscientização sobre vacinação. O órgão reforça que pessoas com sintomas devem procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação.





