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Atendimentos por pneumonia crescem 20% na região de Piracicaba e médico atribui alta à baixa cobertura vacinal

Região da DRS de Piracicaba registrou 6.880 atendimentos entre janeiro e agosto de 2025; especialista aponta queda na vacinação como principal causa da alta.
Por Redação
20 de novembro de 2025 - 7:55 AM

Os atendimentos por pneumonia aumentaram 20,6% na região do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Piracicaba entre janeiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES). No período, foram 6.880 registros, ante 5.702 em 2024. Em todo o estado, o total ultrapassou 200 mil casos nos oito primeiros meses do ano.

O crescimento acende alerta para municípios da região, que enfrentam maior pressão sobre unidades básicas, UPAs e hospitais, especialmente nos períodos mais secos do inverno piracicabano.

O pneumologista João Carlos de Jesus, do Hospital Vera Cruz, explica que o avanço da pneumonia está ligado principalmente à baixa cobertura vacinal contra gripe e covid, doenças que fragilizam o sistema respiratório e ampliam o risco de infecções bacterianas no pulmão.

“Temos visto uma cobertura vacinal muito baixa e nós atribuímos ao aumento da pneumonia”, afirma o médico.

Segundo ele, dias de baixa umidade do ar, comuns no inverno da região de Piracicaba, também comprometem as defesas naturais das vias aéreas, favorecendo quadros infecciosos.

A pneumonia costuma se apresentar de forma silenciosa e pode ser confundida com outras infecções respiratórias. Entre os principais sintomas estão:

– tosse persistente
-febre alta
-dor no peito
-falta de ar
-cansaço
-respiração difícil

O pneumologista ressalta que equipamentos domésticos como termômetros e oxímetros  ajudam a monitorar sinais, mas não substituem a avaliação médica.

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“Não se deve subestimar o que você sente. Não pense que possa ser só ansiedade ou estresse. Se persiste tosse, febre ou fraqueza, são sintomas importantes que não devem ser ignorados”, diz o especialista.

O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações, sobretudo entre idosos e crianças, grupos mais vulneráveis.

A auxiliar de limpeza Ana Tereza Alves conta que começou com dores nas costas e tosse, sintomas que pareciam gripais, mas que evoluíram.

“O terceiro médico que passei pediu um Raio X e constatou que eu estava com pneumonia”, relata. Mesmo após um mês do diagnóstico, ela afirma ainda sentir alguns sintomas.

A SES informou que monitora a situação e mantém campanhas de conscientização sobre vacinação. O órgão reforça que pessoas com sintomas devem procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação.